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Fazendo arte




De algumas sensações não só no teatro...

No discurso de liberdade, ele estava acorrentado. Era ele a corrente? Não sei... Tive minhas dúvidas. Ele lentamente pega o álcool, joga por todo o tablado. Tensão. Atenção. Morrerei agora? Não sei. Não o conheço. Mas quero ficar pra ver ou morrer. Sim, neste instante, não tenho medo da morte. Ele risca um... dois fósforos e a cada pequena luminosidade, uma luz se desperta. É o fogo. Mas não lá. É aqui. Aqui dentro.


(Curso livre de teatro 14bis. Apresentação de Tiago Silva, na conclusão do módulo ministrado por Tuany Mancini.)

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Outras notas

Início – primeira vez – origem – princípio – o melhor de mim – o pior de mim

[Uma personagem. Ambiente com baixa luminosidade. Ao longo da narrativa, outros três personagens iluminam com suas lanternas o espaço e o corpo daquela personagem. Uma caixa metálica fosca, velha, com rodas quadradas.] A primeira vez foi num parque de diversões. Até que enfim a hora marcada do trem. Mas aquilo me soou estranho. O que na minha imaginação poderia ser prazer e emoção tornou-se apenas um compromisso. O gostoso da brincadeira é o brincar. Que coisa estranha marcar, agendar a data e o horário para ir se entreter. - Você tem direito a cinco fichas. Pode escolher seus brinquedos. Isso era uma das partes geradoras de todo aquele superficialismo. Eu não precisara nunca de fichas ou ingressos para me divertir. E como poderia parar no meio da brincadeira, caso não mais quisesse continuar? Nem pensava em imprevistos possíveis, mas no simples desejo de não querer ir além. É certo que quem não aguentasse poderia gritar, espernear-se, chorar, e então eles parariam. Ma...