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Corredor

 Ela encontrou uma barata no sapato. Escândalo. Adolescente. Havia quem matasse o inseto. O pai. Sem a repreender, matou... limpou o chão. Deu fim àquele bicho.
   Ela encontrou a barata na cozinha, depois na sala, no quarto, um dia até passou por um corredor de baratas mortas, semivivas, vivas. Não se importava mais.
    Ali, ela sabia que não teria a quem gritar.

Comentários

  1. Textos que me leva a pensar.
    Grata pela partilha!

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    Respostas
    1. Leitora e amiga, e eu lhe agradeço pela visita! A porta está sempre aberta!

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Sinestesia

Desejo. Saudade. Presença. Palavras doces, ternas Cortantes Acalanto nos braços Textura da pele lisa, serena Palavras no silêncio Silêncio no instante Delírio de que o tempo possa parar Mas a fauna anuncia que o dia está se acendendo Pássaros e seus cantos preveem a manhã Um galo insiste em marcar o tempo Levanto-me, visto-me Respiro os primeiros ares da manhã Muitos tons de céus já observados dali Matizes de azul, púrpura e dourado E de forma inédita, algo que também sempre nos testemunha: as nuvens, desenhos móveis, perfeitos, do tempo que nunca cessa. Bom dia. (Em um verão febril)

"Popatapataio"

Ele (3a.) brinca com espelho, objeto de risco aparente. Ela (26a.) o adverte. Ele guarda. Ela não vê. Ela abre o armário para pegar uma blusa. O espelho cai. Um corte no dedo. Gotículas de sangue sobre o chão, ainda limpo. Silêncio, respira, dorificação . Ela vê estrelas de dor. Ele vê com estranheza a dor e as estrelas. Ele: Tia, tira esse machucado. Ela: Só o tempo agora. Ele: Ah, tá. (E sorri com leveza) O tempo é o pó pra tapar o talho. (...)(?)