Cresci ouvindo, em situações diversas, que “falar é fácil, fazer que é difícil”. E, por muito tempo, nem questionei isso. Mas o próprio ato de não refletir sobre isso já marca uma eficiência desse discurso de falar versus fazer. “Já que não posso fazer, não vou nem falar.” E isso se repete, se repete... Quando (nem) nos damos conta, estamos falando para não falar e já não falamos mais de nada, nem de nós, nem de... Desaparecemos em meio aos pré-julgamentos ( de quem?! ) porque não dá para falar, porque não posso falar, porque não é legítima a minha fala. Falar o que mesmo?! Resolvi, então, elencar alguns motivos pelos quais falar não é fácil. E, digo, falar em primeira pessoa é mais difícil ainda! Quantas vezes ouvimos em alguma aula de redação que não podíamos escrever em primeira pessoa? “Ah! Não posso escrever em primeira pessoa!” Não eu . Continuo: falar é difícil porque me posiciono, porque me mostro vulnerável, porque posso entrar num combate ao invés de debate, po...
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